Killers não deixam Guns N’ Roses chegar ao topo das paradas na Inglaterra.

Posted in musica on 02/12/2008 by dissidentrock

killers‘Day and age’, novo disco do Killers, liderou as paradas britânicas.
Mesmo com disco esperado há 17 anos, Guns ficou com o segundo lugar.

A banda norte-americana The Killers tirou o primeiro lugar dos Guns N’ Roses nas paradas de vendas de discos na Inglaterra, segundo o site da revista de música inglesa NME. “Day and age”, terceiro disco de inéditas do Killers, foi o álbum mais vendido na última semana na Inglaterra. “Chinese democracy”, disco do Guns N’ Roses aguardado há 17 anos pelos fãs, ficou com a segunda posição.

Outros lançamentos mais esperados não tiveram tanto êxito em sua primeira semana. “808s & heartbreak”, novo álbum de Kanye West ficou em 11º lugar, e o novo EP do Coldplay, “Prospekt’s March” foi apenas do 38º disco mais vendido da semana.

Na parada de singles, a boy band Take That tirou o primeiro lugar de Beyoncé (que liderou a semana passada com “If I were a boy”) com a música “Greatest day”. O Killers também figurou na parada de singles com a música “Humam” ocupando a 4ª posição.

Helmet se diverte com nova geração em SP.

Posted in musica on 23/11/2008 by dissidentrock

015972429-ex00Último dia do SP Noise teve ainda Black Lips e Vaselines.
Público compareceu mesmo com chuva e feriado.

Mesmo com chuva e no meio de um feriado, um público maior do que o da noite anterior, compareceu ao segundo dia do festival SP Noise na Eazy, casa de shows na Barra Funda, para ver as duas bandas pricipais da noite, Helmet e Vaselines.

Confirmados na última hora, após cancelar o show que fariam em Brasília, os norte-americanos do Helmet fizeram uma apresentação marcada pela fase áurea da banda, nos anos 90. O fenômeno mais interessante sobre o Helmet é um fator que acontece com muitas bandas da geração do Nirvana: a primeira fila dos shows é formada não por fãs saudosistas, mas por garotos entre dezoite e vinte e cinco anos. Fenômeno que, aliás, também tem relação com aqueles no palco – da formação original do Helmet, resta apenas o líder da banda, o guitarrista e vocalista Page Hamilton, enquanto o resto dos instrumentos fica nas mãos de músicos quinze anos mais novos que ele.

Sorridente, Hamilton pareceu divertir-se muito com o show (a última vez que a banda esteve no Brasil foi em1994), tocando clássicos como “Give it”. O show, bem mais longo que a apresentação do Black Mountain, banda principal da noite anterior, empolgou o público, com direito a roda de pogo. Para o bis, além de trechos de AC/DC e conversas com a platéia (“O que vocês acham que deveríamos tocar?”, consultava Hamilton), o grande hit da banda, “Unsung”.

Os favoritos de Cobain

Os escoceses do Vaselines entraram em seguida no palco, mas demoraram para começar o show devido a problemas de equipamento. Recém-reformulados, a banda é composta pela dupla Frances McKee e Eugene Kelly (ambos nos vocais e guitarra) da formação original, além de Bobby Kilddea e Stevie Jackson (baixista e guitarrista do Belle & Sebatian) e de Michael McGaughrin (baterista da banda 1990s).

Conhecidos internacionalmente como “a banda favorita de Kurt Cobain” (o líder do Nirvana já disse que Eugene e Frances eram “os maiores compositores de todos os tempos), os Vaselines abriram o show com “Son of a gun” uma das três músicas deles que o Nirvana regravou. Com um número de fãs mais modesto (mas ainda fiéis) que o Helmet, os escoceses tocaram um repertório que incluiu quase todas as músicas gravadas pela banda durante sua primeira encarnação, na década de 80.

Entre elas, as duas outras canções regravadas pela banda de Cobain: “Jesus doesn’t want me for a sunbean” e “Molly’s Lips” – esta última com letra em referência ao sexo oral, segundo um declaração pouco discreta de Eugene no palco. Para o bis, o Vaselines deixou “You think you’re a man”, regravação de uma música da drag queen Divine, e “Dum dum”, canção título de seu único álbum.

O festival começou durante o pequeno período de sol neste sábado (22), com o trio paulistano Homiepie e seu twee pop pontuado por teclados e refrões animados. Na seqüência, foi a vez dos norte-americanos do Calumet-Hecla, com um show pesado, com referências ao post-hardcore de bandas como Don Caballero. Os cariocas do Do Amor, por sua vez, colocaram carimbó e axé music no indie rock, num dos shows mais divertidos do festival. The Ganjas, do Chile, apresentou um show mais próximo do stoner rock dos Queens of The Stone Age (com pitadas de shoegaze).

Antepenúltima banda do festival, o quarteto norte-americano Black Lips fez jus à badalação da imprensa alternativa em torno de seu último álbum, “Good bad not evil”. Misturando punk rock com o som das bandas de garagem norte-americanas dos anos 60, os Lips fizeram um show mais calmo que as lendas em torno da banda (que incluem uso de fogos de artifício em lugares fechados), mas não menos divertido – especialmente em músicas como o hit “O Katrina!”.

Mitch Mitchell fundiu jazz ao rock com excelência.

Posted in musica on 16/11/2008 by dissidentrock

mitchBaterista de Hendrix deixa legado tão importante quanto o do guitarrista.
Virtuosismo, criatividade e experimentação foram marcas registradas.

O ano de 2008 está sendo bastante cruel com o “bom e velho rock ‘n roll”. Tão envelhecidos quanto o clichê parecem estar os músicos desse gênero musical, talvez o mais popular do planeta. É o que mostra a (mórbida) retrospectiva de grandes talentos mortos nos últimos meses: Jimmy Carl Black, baterista e vocalista da banda de Frank Zappa; Merl Saunders, tecladista do Grateful Dead; o cantor Isaac Hayes; e o tecladista do Pink Floyd, Richard Wright. Essa semana, Mitch Mitchell, baterista da lendária The Jimi Hendrix Experiente, juntou-se a eles.

Egresso da escola do jazz, inspirado em seu contemporâneo Elvin Jones, seguidor de Art Blakey e Max Roach, Mitch Mitchell foi um dos maiores bateristas do rock das décadas de 60 e 70. Assim como Keith Moon (The Who), Ginger Baker (Cream) e Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer), Mitchell adaptou as batidas suaves do jazz em um estilo explosivo, que caracterizou o som do The Jimi Hendrix Experience ao longo de sua curta existência.

Virtuosismo e agrassividade

Formado em meados da década de 60, o Experience foi, junto com o Cream, o maior powertrio em atividade no rock mundial na época. Junto com o próprio Jimi Hendrix e o baixista Noel Redding, Mitchell foi responsável por uma virada na história do rock, onde virtuosismo e agressividade combinavam-se perfeitamente, fugindo da empáfia do rock progressivo — que ainda engatinhava — e do feijão-com-arroz instrumental de bandas como The Stooges e MC5.

Mitch Mitchell não era apenas um coadjuvante de Hendrix nos anos de atividade da banda. Sua percussão dialogava com os longos solos do guitarrista, e sua marcação era imprevisível, sempre trocando o ritmo da música numa sintonia quase perfeita com as cordas de Hendrix. No primeiro álbum da banda, de 1967, Mitchell já acelera em “Fire”, recheada de viradas e evoluções, em “Manic depression”, com uma batida complexa e firme, e apresenta sua verve jazzística em “Third rock from the sun”, uma vigorosa viagem instrumental onde seus acentos rítmicos chamam até mais atenção do que o solo melodioso e, por vezes, furioso do guitarrista.

Acusado de racismo por tocar apenas com músicos brancos, Hendrix teve que abrir mão do Experience, considerada a banda mais competente e coesa que já teve, para dar espaço aos negros Billy Cox, no baixo, e Buddy Miles, na bateria. Estava formada a Band of Gypsys. Apesar dessa e de outras contribuições que Hendrix teve ao longo de sua carreira, foi com Mitchell sua relação mais duradoura e criativa, seja nos álbuns de estúdio ou em palcos históricos como Woodstock.

Pouco prolífico depois da morte de Jimi Hendrix, Mitchell deixa um legado curto, mas fundamental para o instrumento e a história do rock. And the wind cries Mitch.

Novo do Guns N’ Roses reflete esquizofrenia de sua história de gravação.

Posted in musica on 12/11/2008 by dissidentrock

guns‘Chinese democracy’ patina entre o hard rock e a música eletrônica.
Aguardado há 15 anos, disco tem lançamento em 25 de novembro.

Agora, sim: se você for um cidadão norte-americano, já pode encomendar a sua Dr. Pepper de graça. Contrariando as previsões mais pessimistas da fabricante de refrigerantes, o novo álbum do Guns N’ Roses, “Chinese democracy”, existe, sai em 25 de novembro deste ano.

Aguardado há quase 15 anos (desde o disco de covers “The spaghetti incident”, de 1993), o sempre prometido “Chinese democracy” foi adiado sucessivas vezes e acabou virando alvo de piadas, correndo o risco de se tornar o ”disco perdido” do GN’R, que atualmente só conta com o vocalista Axl Rose da formação original.

Primeiro as boas notícias aos fãs de Axl: a voz dele ainda mantém aquele timbre característico, agudo e levemente rouco, e muitas vezes o cantor grita como se esivesse em 1989. As guitarras também carregam os timbres, riffs e mesmo os alguns solos que caracterizaram o período em que o cabeludo de cartola Slash (hoje guitarrista da Velvet Revolver) ainda fazia parte da banda.

Mas apesar de preservar certas características que ajudaram a criar a identidade do Guns N’ Roses, “Chinese democracy” não soa como um álbum de hard rock, gênero no qual a banda se consagrou. Na verdade, o disco flerta bastante é com a “rocktrônica” dos anos 90: a segunda faixa, “Shacler’s revenge” (lançada inicialmente no videogame “Rock band 2″), poderia ter saído de uma colaborção de Axl com White Zombie ou com Prodigy, dependendo da referência do ouvinte.

Juntando os trapos

As orquestrações e programações se espalham por todo o disco, como numa versão revisitada da trilha sonora do filme “Spawn”, que juntava bandas de rock pesado com artistas de música eletrônica.

Toques orientais figuram na introdução da faixa-título e em “If the world”, enquanto as baladas “Street of dreams” e “This I love” disputam o posto de “nova ‘November rain’”. “Scrapped” pode trazer a lembrança de “Welcome to the jungle” (com um pouco de boa vontade, claro) com um clima de r’n'b dos anos 90, enquanto “Sorry” é uma balada eletrônica com vocais processados.
Mas graças a essas mesmas orquestrações épicas, programações eletrônicas parecendo datadas e vocais variando em timbre, tom e volume, “Chinese democracy” soa como uma colagem das várias fases de gravação pelas quais o álbum passou – algumas faixas contam com até cinco guitarristas diferentes.

Engenheiro de som de bandas como Rage Against the Machine e Pearl Jam, o co-produtor Caram Costanzo até se esforça, mas a tendência é que o disco descambe para a mesma esquizofrenia que marcou toda a sua história de gravação.

Quanto aos fãs, a aprovação do disco deve variar de acordo com o grau de nostalgia e paciência de cada um. Mas, para quem esperou tanto tempo, paciência não deve ser uma virtude em falta.

Performático, Michael Stipe conquista em show do R.E.M. em São Paulo.

Posted in musica on 11/11/2008 by dissidentrock

remBanda fez a 1ª de duas apresentações no Via Funchal nesta segunda (10).
Carisma do vocalista e consistência do repertório agradam à platéia.

O R.E.M. é uma daquelas bandas que podem passar despercebidas facilmente. Formada nos anos 80, viveu o auge comercial na virada para os 90 e hoje mantém uma certa distância dos holofotes, apesar de seus hits pop. De longe, dá até para duvidar: quem é aquele careca apontando o fim do mundo e deixando mensagens para aqueles que ficaram para trás? É no palco, porém, que o grupo se revela. Dono de uma vasta discografia, o trio original – que ao vivo vira um quinteto – mostra todas as suas diversas facetas, a exemplo do que fez na primeira de duas apresentações em São Paulo, na noite desta segunda (10), no Via Funchal.

Michael Stipe, o vocalista magrinho autor de letras estranhas, arregala os olhos, conversa pouco, dança e encarna personagens durante quase duas horas na companhia potente de Peter Buck (guitarra) e Mike Mills (baixo). “Living well is the best revenge”, do disco mais recente, “Accelerate” (2008), é escolhida para abrir a apresentação, dando pistas de que, na verdade, envelhecer bem é que pode ser uma boa vingança.

Pois o padrinho da filha de Kurt Cobain e Courtney Love tem o raro magnetismo de um verdadeiro showman. Diante da platéia, o cantor cresce e, quando menos se espera, faixa após faixa, lá está ele, entoando “Everybody hurts”, enquanto todos acompanham numa espécie de transe.

Mas nada de pregação. Barack Obama, George W. Bush, Ronald Reagan, diversos presidentes americanos são citados, assim como o apoio à campanha do controle de armas promovida pela Anistia Internacional – que, aliás, estava representada no local. Conhecido por se posicionar politicamente, Stipe dá o seu recado, com a diferença, talvez, de ser mais cool do que seu colega Bono, do U2.

E seguem-se aos comentários engajados (“O futuro dos EUA mudou na semana passada”, em referência às eleições presidenciais) canções de diversas fases da banda, privilégio daqueles que já ultrapassam uma dúzia de discos lançados e têm a segurança de fazer o que bem entendem e se divertir com isso.

“Drive” rola climática, misteriosa; “Electrolite” remete às “luzes da cidade vistas do avião”, conforme explica o compositor. Durante a catártica “The one I love”, cantada em uníssono, Stipe, que já dançou como um robô de óculos escuros, deu “tchauzinho” e requebrou de costas para a platéia, decide ir para a pista e se juntar aos fãs, completamente solto em seu terno-e-gravata. “It’s the end of the world as we know it (and I feel fine)”, do álbum “Document” (1987), encerra a primeira parte antes do bis.

Neste ponto, o jogo já está totalmente ganho, mas o R.E.M. ainda tem o que mostrar. A recente “Supernatural superserious” abre caminho para o hit “Losing my religion”, de 1991. O baixista, que faz os backing vocals e nem sempre leva o crédito pela boa atuação, assume os vocais na country “(Don’t go back to) Rockville” e viaja aos primórdios da carreira em 1984. “Man on the moon” chega no finalzinho e já deixa saudades.

Empolgado com o novo presidente americano, Michael Stipe se despede: “Pela primeira vez, estou animado em voltar para casa.” O R.E.M. encerra sua passagem pelo Brasil com mais uma apresentação em São Paulo nesta terça (11).

Ozzy Osbourne recebe o prêmio de ‘lenda viva’ na Inglaterra.

Posted in musica on 04/11/2008 by dissidentrock

015841429-ex00Classic Rock Awards também deu troféu a Foo Fighters e Led Zeppelin.
Premiação foi anunciada na segunda-feira (3) em Londres.

Ozzy Osbourne foi o grande vencedor do Classic Rock Awards, promovido nesta segunda-feira (3) em Londres pela revista Classic Rock. O cantor, ex-vocalista da banda de heavy metal Black Sabbath, foi premiado como Lenda Viva, e recebeu o troféu das mãos de Slash, guitarrista do Velvet Revolver. O Foo Fighters foi laureado como Banda do Ano, enquanto o show especial de reunião do Led Zeppelin foi considerado o Evento do Ano.

O fundador da banda Pink Flyd, Syd Barrett, falecido no ano pasado, ganhou o prêmio Tommy Vance de Inspiração. O editor da revista “Classic Rock”, Scott Rowley, disse ao site da revista Music Week: “Há 10 anos, as pessoas diziam que uma revista como a ‘Classic Rock’ não duraria. Hoje, vendemos mais que revistas como a NME e Kerrang!, além de revistas masculinas como a Esquire, Ozzy Osbourne é um nome familiar para todo mundo e bandas como AC/DC, Led Zeppelin, Metallica e Guns N’ Roses estão mais presentes nas manchetes e capas do que nunca, quebrando recordes de vendas e liderando as paradas”.

Matem os Hits!!!

Posted in musica on 29/10/2008 by dissidentrock

Aaaah, chega desta música, pelo amor de Deus! Você liga o rádio, a TV, vai na padaria pega o elevador e em todos os lugares está tocando a mesma coisa. Os malditos timbres ficam martelando na sua cabeça e a letra, que geralmente parece um bubblegum, fica grudada na mente por horas! Quase sempre isso acontece porque cada vez que uma banda é lançada no mercado, ou que um artista faz um novo disco, uma canção “carro-chefe” tem que ser indicada para apresentar o trabalho e se candidatar ao novo hit do momento. Aí os caras tentam nos enfiar diversos “produtos” goela abaixo para que sem perceber você se torne mais um na fila do rebanho que vai sair por aí entoando algum novo hino. Uma vez conquistado este objetivo e nascido o hit, aí meu caro, agüenta, porque a mesma música vai estar durante um bom tempo em todos os “tops não sei lá o que”, festinhas da moda, Domingão do Faustão e etc e tal.
Se qualquer criatura com um mínimo de bom senso consegue enjoar de ouvir incessantemente a mesma coisa, imagina então quem fez a canção já conhecia ela antes do “boom”! Haja saco para ter que cantar sempre a mesma coisa todos os dias! Nestes casos o criador tem mais é que matar a criatura mesmo! Foi mais ou menos isso que aconteceu com a banda Los Hermanos que chegou ao mercado com megaultramaster hit “Anna Julia”. A canção tocou em todos os cantos do mundo, ganhou versões em trios elétricos e uma até tocada por ninguém mais, ninguém menos que o ex-Beatle George Harrison. É mole ou quer mais? Apesar de tudo isso, o grupo foi corajoso o bastante para dizer “chega, vocês passaram do limite”. Eles chegaram até a gritar contra a gravadora que escolheu para hit justamente a canção que mais se distanciava da sonoridade inicialmente proposta pelo grupo, mas aí já era tarde! O jeito foi tirar a música dos sets list dos shows e ignorar os pedidos de fãs. Teve um bando de gente que ficou de cara, achou a atitude grosseira e antipática…mas vamos combinar que  foi super compreensível e fez bem para a humanidade, né? Anna Julia era mesmo chatinha! E no final das contas, os músicos não são robôs para fazer tudo no automático, do tipo, aperta o “repeat”… Se a banda não curte mais o som, se acha que ele não é representativo, não são obrigados a tocá-lo! Não gostou, então não vai no show! Fica em casa ouvindo o disco que assim todo mundo sai ganhando!

Led Zeppelin deve fazer turnê sem Robert Plant.

Posted in musica on 28/10/2008 by dissidentrock

Baixista John Paul Jones disse que a banda também deve ter novo disco.
Grupo se reuniu por um show em 2007 e fará turnê sem vocalista original.

A banda de rock britânica Led Zeppelin está cogitando a possibilidade de sair em turnê e gravar sem a participação do vocalista Robert Plant, que tem resistido à pressões para compor a formação original da banda, informou a BBC.

O grupo, que vendeu cerca 300 milhões de álbuns e é considerado uma das bandas de rock mais influentes de todos os tempo, se reuniu brevemente em dezembro de 2007 para um show beneficente em Londres, em meio a apelos de fãs para voltarem a fazer turnês.

O guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones concordam, e com entusiasmo, em voltar para o palco, assim como o baterista Jason Bonham, filho do membro original da banda John Bonham, morto em 1980, após uma luta contra o alcoolismo.

No entanto, Plant, que construiu a carreira de maior sucesso entre os membros da banda, sempre se mostrou relutante e no último mês divulgou um comunicado confirmando suas intenções.

“Contrário ao grande número de recentes reportagens, Robert Plant não irá gravar ou fazer turnê com Led Zeppelin”, disse ele em nota.


Jones disse à Radio Devon, da BBC, que a banda tem testado possíveis substitutos para Plant. “Nós queremos fazer isso”, disse o guitarrista.

Jones disse que a banda, separada desde 1980, planeja lançar um novo álbum e fazer uma turnê.

Outras grandes bandas vêm tentando se reunir com novos componentes. A mais notável é a banda Queen, que tem trabalhado com Paul Rodgers no vocal nos últimos anos, substituindo Freddie Mercury que morreu em 1991.

Shows que vem por ai. ( Anote na Agenda… )

Posted in musica on 26/10/2008 by dissidentrock

AFP

R.E.M. – várias cidades – a partir de 6/11

O R.E.M. é considerado um dos grupos mais importantes em atividade nos Estados Unidos. Começou nos circuitos independentes nos anos 1980 e pouco a pouco construiu uma reputação que levou posteriormente o grupo a uma grande gravadora. O último trabalho da banda, “Accelerate” , foi lançado neste ano e considerado uma volta à forma por muitos críticos e fãs.

Porto Alegre
Quando:
6 de novembro
Onde: Estádio do São José
Quanto: não definido

Rio de Janeiro
Quando:
8 de novembro
Onde: HSBC Arena, Av. Embaixador Abelardo Bueno, s/nº, B. da Tijuca, tel. 3035-5200
Quanto: não definido

São Paulo
Quando:
10 e 11 de novembro

Onde: Via Funchal, R. Funchal, 65, V. Olímpia, tel. (11) 3188-4148 (Call Center)

Quanto: R$ 200 (pista), R$ 300 (mezanino) e R$ 500 (camarote e pista VIP)

Vendas on-line: www.viafunchal.com.br

Maroon 5 – 7/11 e 9/11 - Rio de Janeiro e São Paulo

A banda de pop-rock liderada por Adam Levine é mais conhecida no país pelo hit “This love”, que tocou incansavelmente nas rádios em 2005, e chegou a ser trilha de novela. O quinteto de Los Angeles já se apresentou no Brasil em 2004.

Rio de Janeiro
Onde:
HSBC Arena – Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra da Tijuca.
Quando: 7 de novembro
Quanto: de R$ 100 a R$ 350 (há meia-entrada para estudantes com carteirinha)

São Paulo
Onde:
Via Funchal – Rua Funchal, 65, Vila Olímpia.
Quando: 9 de novembro
Quanto: de R$ 180 a R$ 300 (os ingressos de meia-entrada para estudantes serão vendidos apenas na bilheteria do Via Funchal)

Divulgação

Festival Planeta Terra – 8/11 – São Paulo

O evento terá três espaços distintos, distribuídos em mais de 145 mil metros quadrados. Estão confirmadas as bandas britânicas The Jesus and Mary Chain, Kaiser Chiefs, Bloc Party e Foals; as norte-americanas Breeders, Spoon e Animal Collective; e os DJs Felix Da Housecat, Calvin Harris e Mylo.

Entre os brasileiros estão a jovem cantora Mallu Magalhães, revelação paulistana de apenas 16 anos; o paulistano de carreira internacional Curumin e o DJ Mau Mau, um dos precursores da música eletrônica no Brasil.

Main Stage
01:30 – 02:45 -
Kaiser Chiefs
23:45 – 01:00 - Bloc Party
22:00 – 23:15 – Offspring
20:30 – 21:30 – Jesus and Mary Chain
19:00 – 20:00 – Vanguart
17:30 – 18:30 - Mallu Magalhães

Indie Stage
00:00 – 01:30 –
Breeders
22:30 – 23:30 - Spoon
21:00 – 22:00 - Foals
19:30 – 20:30 - Animal Collective
18:00 – 19:00 – Curumin
16:30 – 17:30 -
Brothers of Brasil

DJ Stage
01:00 – 03:00 –
Felix da Housecat
23:30 – 01:00 – Calvin Harris (DJ set)
22:00 – 23:30 –
Milo (DJ set)
20:30 – 22:00 –
Mau Mau

Quando: 8 de novembro
Onde: Villa dos Galpões, São Paulo
Quanto: R$ 80 (1º lote)

Vendas on-line: www.ticketmaster.com.br

Mudhoney amadurece sem perder o peso em ‘The lucky ones’

Posted in musica on 24/10/2008 by dissidentrock

Gravado em 3 dias e meio, álbum marca os 20 anos de banda.
Disco traz política, amor e clássicos do blues encharcados de distorção.

Existem bandas que envelhecem e ficam datadas, outras ficam tentando parecer mais novas, e também há outras que se comportam como whisky ou blueseiros velhos: envelhecem bem, e se perdem o vigor da juventude, compensam com maturidade. Não confundir com ficar careca e ter filhos – maturidade aqui significa explorar as características que dão personalidade ao próprio som sem soar repetitivo ou, muito menos, sem direção.

“I’m now”, faixa de abertura do novo álbum do Mudhoney (“The lucky ones”) soa como se os Stooges reescrevessem “Love in vain” do bluesman Robert Johnson para o nosso novo e paranóico século: “A luz negra era a minha garota/ E a luz estroboscópica era a minha mente”. O sentimento de inadequação e isolamento que acompanha a banda desde o primeiro single, “Touch me I’m sick” (1988), nunca foi tão universal.

As viradas de bateria de Dan Peters, os timbres abrasivos e enlameados de Steve Turner e os vocais desesperados de Mark Arm (que ainda consegue gritar com a mesma intensidade do EP de estréia) fazem parecer que o Mudhoney não mudou uma linha do que era quando começou. Vindos de uma cena onde todo mundo morreu ou “se vendeu”, o Mudhoney é sinônimo de “autenticidade”: gravou o álbum em três dias e meio, está na SubPop, a gravadora independente que praticamente criou o fenômeno grunge.

É claro que o Mudhoney não é o tipo de banda que vai se render a adjetivos vazios como “autenticidade” ou, pior, “honestidade”. O Mudhoney evolui em torno dos próprios arquétipos que ajudou a criar, mas quando “Running out” se arrasta como nos velhos tempos, faz lembrar que “o tempo está acabando” – mas também convida para fugir com a banda.

Apesar de compartilhar momentos políticos de “Under a billion suns” (2005), álbum anterior da banda, a tônica de “The lucky ones” é a reflexão. A barulhenta “Tales of terror” pergunta “o que as estrelas estão nos ensinando nesta noite?”, para responder: “eu não tenho idéia porque estamos aqui”. “We are rising”, balada distorcida, conclama: “exitem eu & você, existem nós & eles/ vamos destruir isso tudo e escrever um novo final”.

Talvez seja de se perguntar o que mudou nesses 20 anos, e porquê e como o Mudhoney amadureceu. E quem sabe a resposta esteja nos últimos versos do disco, na porrada “New meaning”: “Eu consigo achar novos sentidos/ Mudar a maneira como percebo as coisas/ Eu finalmente consigo permanecer neste lugar porque/ Você me ama”. Já diziam os Beatles, “All you need is love”.